Belo Horizonte, 20 de julho de 2008
Há um tempo, uma colega de sala comentou comigo que um cara gatinho lá da faculdade parecia ser gay. Eu não tinha identificado quem era o tal menino, afinal, há muitos gays por lá. Ficou combinado que, na próxima oportunidade, ela me mostraria quem era. Passado algum tempo, estávamos saindo das aulas e ela diz: “Aquele é o cara que acho que é gay”. Eu olhei, quase instintivamente, e não acreditei quando vi que o suposto gay, era o mesmo garoto para quem eu olhava há um tempo. Voltei a olhar pra ela ainda meio abobado, e ela completou: “Tá vendo que é? Ele olhou pra você!”. Eu fiquei sem graça e só respondi: “Deixa de ser boba”.
Depois da nossa conversa, foi impossível não tentar encarar o menino de um jeito diferente, né? “De agora em diante, sempre que passar por ele, vou dar um jeito de encará-lo” - pensava. Um amigo me encorajou, disse que eu deveria investir... Fui criando cada vez mais coragem.
Um dia ele se sentou na minha frente, dentro do laboratório de informática. Passou por mim e nem me olhou. Percebi que, naquele dia, ele não tinha olhado pra mim. Talvez tenha olhado só em minha direção.
“Quando a luz dos olhos teus e a luz dos olhos meus resolvem se encontrar...” você vai e desvia o olhar, poxa?!
Continuei decidido a investir! Quem sabe arriscar um olhar, ou um sorriso. Mas... Acabaram as aulas. Em agosto, quem sabe, eu não continue com coragem pra continuar o processo.
Espero te escrever antes disso para contar mais novidades. Espero que tenha novidades pra contar!
Até a próxima!