terça-feira, 18 de novembro de 2008

Um bolo com sabor especial...

Belo Horizonte, 18 de novembro de 2008

Olá amigo, tudo bem? Novidades para contar. Não sei se boas ou ruins.

Nesse último mês em que não te escrevi, continuei aqui, sozinho. Como contei da outra vez, decidi não mais procurar o Rafael. Acontece que ele me procurou. Quando eu menos esperava...

Nos falamos por telefone e ele disse que estava esperando minha coragem para ligar pra ele. Disse que achou o email que eu tinha enviado um pouco complexo, pois, ao mesmo tempo que eu deixei parecer que queria vê-lo outra vez, parecia que queria que ele sumisse. Não me lembro bem ao certo o que escrevi no e-mail, mas, se ele disse, deve ser realmente confuso, né?!

Sei que marcamos no dia seguinte, sábado, em uma boate. A mesma de sempre! Era aniversário de um amigo, e ele deixou o nome do Rafael na lista de convidados.

Tudo ok! Eu na porta, esperando. Ele nada. Eu liguei. Ele não atendia. Mandei uma mensagem pelo celular. Ele não respondeu. Liguei novamente. Nada. “Se você chegar, me dá um toque, e eu venho te buscar na porta”. Foi a última mensagem que lhe mandei naquele dia.

“A segunda vez que não dá certo com a mesma pessoa... Acho que é hora de parar”, pensava enquanto, de brincadeira, cantarolava All by myself.

Curti a noite.

No outro dia, decidi não enviar nenhuma mensagem. Só enviei a mensagem na terça-feira seguinte, perguntando o que aconteceu pra ele não ter ido me encontrar na boate. Ele disse que chegou cansado do trabalho e “apagou”, não ouviu o telefone tocar e só leu minhas mensagens no outro dia de manhã.

“Mas vamos marcar uma outra coisa” – disse

Concordei, contanto que ele escolhesse o lugar. No próximo sábado sairíamos de novo. Ele escolheu um cinema. Ensaio sobre a cegueira. Assistimos a todo o filme só com os braços encostados um no outro. Perto do fim do filme é que decidi encostar minha cabeça em seu ombro. Mesmo assim, estava um pouco receoso se deveria ou não fazer aquilo.

Ele não é nada romântico. Pelo menos comigo. Parece que, quando Deus estava distribuindo o romantismo, Rafael parou na fila. Ficou por lá por um tempo, mas saiu pra comprar um cigarro e, ao voltar, não encontrou mais nenhuma pontinha de romantismo para si...

Depois do filme fomos beber. Bebemos. Falamos sobre o filme, a faculdade, música, e nós. Disse das minhas intenções com ele. Ele disse das dele comigo.

“Na verdade, eu queria alguém pra transar essa noite” – disse.

Me deu vontade de xingar! Depois o promíscuo da história sou eu, lembra?? Disse que não gostava só de sexo. Achava sim que o sexo é importante num relacionamento, mas que outras coisas também contavam, tanto, ou mais, que sexo. Carinho, atenção, cumplicidade... beijo na boca.

“Me dá um beijo” – pedi.

Disse que na rua não podia. Eu insisti...

Minha “caneta” começou a falhar. Depois escrevo pra contar o resto da história...E prometo que, dessa vez, voltarei mais rápido.

Até!