sábado, 16 de maio de 2009

"... caio com Maysa na fossa em francês..."

Oi amigo, como vai?

Creio que, mais uma vez, me precipitei em meus pensamentos. Mais ainda nos meus pensamentos com relação ao Rafael. Sim. De novo ele. Quando acho que vou esquecê-lo, ele surge outra vez. Ele me procura...

Foi assim dessa vez. Eu estava quase esquecendo. Quase, juro!

Sexta-feira. Feriado. Recebo uma mensagem no celular. Ele queria que a gente se encontrasse naquele dia. Naquele dia não dava. Festa de família. Muitas pessoas em casa, e eu não poderia me ausentar. Assim que pude, liguei e contei toda a história a ele. Combinamos que nos veríamos no sábado.

Sábado. Aniversário de um amigo da faculdade. Fomos um grupo pequeno de amigos à casa dele, com planos de voltarmos cedo. Pouco antes das nove da noite, Rafael me liga. Do jeito que as coisas estavam na casa do meu amigo, certamente não sairíamos dali tão cedo. Eu, de carona, teria que esperar até que todos fossem embora. Também não podia manifestar a minha vontade de chegar logo em casa e sair com Rafael.

Só por volta das onze da noite cheguei em casa. Assim que cheguei, entrei em contato, mas ainda teria que esperar o ônibus com uma amiga que tinha vindo comigo.

Ele me chamou pra irmos a uma boate. Eu teria que ir de carro, por causa do horário. Parece que a Lei de Murphy, como sempre, resolveu me acompanhar. O ônibus da minha amiga demorou a chegar e, perto da meia-noite, minha mãe não me emprestou o carro.

Liguei pra ele. Ele ria do que tinha acontecido. Concordou comigo que se eu fosse de ônibus, chegaria muito tarde ao local. Disse também que tinha tomado “umas” cervejas em casa e que estava com sono.

- “Amanhã eu te ligo, pode ser?” – perguntei.

Dito que sim, vim logo te escrever. Mandei-te a música da última carta. Maysa. A “Rainha da Fossa”. Aquela que sempre tem uma música que se encaixa à sua dor de cotovelo. Ledo engano achar que “ele voltou e comigo ficou pra impedir que a loucura fizesse de mim um molambo qualquer. Voltou, dessa vez para sempre, se Deus quiser”. Mal sabia o que estava por acontecer.

Domingo. Tudo corria normal, embora eu estivesse ansioso pelo encontro com o Rafael. A tarde foi longa, parece que as horas não passavam. Esperava sua ligação enquanto passeava e conversava com Rajeik. O telefone não tocava. Chegando em casa, resolvi ligar.

- “Está em casa?” – perguntei.

- “Ainda estou.” – ele disse.

Eu, surpreso, quis saber o porquê do “ainda”. Ele logo disse que estava saindo. Mesmo que não quisesse saber a resposta verdadeira, perguntei se eu também iria a esse lugar com ele.

- “Não.” – ele disse sorrindo.

- “Não tínhamos combinado de nos vermos hoje?” – questionei.

A resposta foi que eu estivera muito difícil durante todo o fim de semana. E que, “a fila anda”.

Eu fiquei mudo. Ele questionou e eu disse estar perplexo com a notícia. Ele, sorrindo, disse que, depois do que eu disse, era ele quem estava perplexo.

- “Então depois a gente conversa” – disse sem nem me dar tempo pra despedir.


Foi pra eu acordar que eu vi você se aproximar de mim.

Fez que vinha, deu a volta e se abraçou com outro alguém.

Tudo não passou de ilusão. Parecia a vida me dizendo: "Caia em si, Tatuí"


Desliguei o telefone, perplexo. Era a palavra perfeita que me descrevia naquele momento. Maysa cantou novamente em meus pensamentos. Desta vez, ela dizia que “meu mundo caiu”. Estava tudo bagunçado e eu não conseguia outra coisa, a não ser ficar triste.

Confesso que, depois do ocorrido, me encolhi no sofá para ver televisão. Senti um frio repentino e uma lágrima caiu. UMA.

Não sei até onde vai a minha falta de vergonha, mas, na manhã seguinte, mandei-lhe uma mensagem dizendo que dormi pensando no que ele me disse e ainda perguntei se, um dia, ainda teria lugar pra mim em sua fila.

Duas semanas de silêncio. Hoje ele me ligou de novo. Não atendi e enviei uma mensagem dizendo que ligaria no fim da tarde. Liguei e ele não atendeu. Agora estou aqui, te escrevendo e me arrumando pra ir a uma boate com meus amigos. Chega de Rafael, chega de Maysa. Hoje vou sair de casa com outra trilha sonora: “Escute o que vou lhe dizer. Um minuto de sua atenção: Com minha dor não se brinca, já disse que não”.

Depois escrevo mais, pra contar como foi a noite.

domingo, 3 de maio de 2009

Molambo

Oi amigo, como vai?

Acho que alguma coisa ainda vai mudar, mas... hoje, agora, essa musica fala por mim.

Vou te deixar pensando.
Assim que tiver novidades eu venho pra contar.



"Eu sei que vocês vão dizer

Que é tudo mentira
Que não pode ser
E que depois de tudo
Que ele me vez
Eu jamais deveria aceitá-lo outra vez
Bem sei que assim procedendo
Me exponho ao desprezo de todos vocês
Lamento, mas fiquem sabendo
Que ele voltou e comigo ficou


Ficou pra matar a saudade
A tremenda saudade
Que não me deixou
Não me deu sossego momento sequer
Desde o dia em que ele me abandonou
Ficou pra impedir que a loucura
Fizesse de mim um molambo qualquer
Ficou desta vez para sempre
Se Deus quiser!"