Belo Horizonte, 14 de maio de 2008.
Sem muitas novidades. A rotina tem sido uma perfeita rotina: nada pra fazer! Nenhuma novidade, em nenhum campo da vida. Acredito que já estou me conformando com isso, com essa falta de acontecimentos. Não sei se devo, mas, ultimamente, tenho pensado bastante em deixar rolar (ou não rolar). Não quero apressar as coisas. Não quero correr atrás de um amor, de novas amizades... A verdade é que tenho cada vez mais medo das decepções que podem acontecer.
Por outro lado, sei que se não correr atrás, não fizer por onde, com certeza nenhuma novidade vai acontecer. Minha mãe sempre diz que as coisas não vêm bater a minha porta. Mas me dá um medo de correr atrás e sofrer de novo. A cada nova esperança que surge, segue uma nova “porrada”.
A carência tem alterado bastante. Tem dias que estou tranqüilo, tem outros que ela vem com tudo. Hoje mesmo... Um acontecimento na vida profissional tirou toda a minha confiança e deixou no lugar uma sensação de perda, uma sensação de vazio. Numa hora dessas eu sinto falta de ter alguém com quem conversar, alguém em quem me apoiar, um lugar onde eu encontre forças pra levantar a cabeça e seguir firme!
Vou escrever o trecho de uma música que tem servido bem pra mim esses dias:
(...) “ninguém faz aniversário, não chegou o verão. Nada de extraordinário, é só a solidão. A solidão aparece, vou tentando evitar, mas ela chega na hora! Não é de atrasar. Então só resta convidar. A solidão telefona, eu tento não atender, mas ela deixa recado: "Onde está você?". Então só resta responder: Solidão, bom dia! Abre a porta, pode entrar”
Queria aproveitar pra voltar em um assunto: acho que não ficou muito clara a minha relação com o Celso. Não me apaixonei por ele. A decepção que tive com ele, foi aquela que se têm com um amigo. Quem nunca teve um amigo que fez alguma coisa que o deixou decepcionado? Foi essa a minha decepção. Via nele um amigo, mas, pelo jeito, me enganei.
Quero também aproveitar e pedir desculpas por esse post tão “mais ou menos”.
Até!