terça-feira, 21 de julho de 2009

... Muito acelerado

Oi amigo, como vai?

Depois de uma fase bastante atribulada, e de uma grande ausência nas nossas correspondências, creio que minha “vidinha mais ou menos” está de volta. Trago novidades no campo profissional (Eu me formei!!), mas nada de novo no que diz respeito ao coração.

Desde a última vez que lhe escrevi, absolutamente nada de importante aconteceu. Nada. A noite na boate, que me encheu de expectativas, não foi nada boa. Um único cara me olhou, enquanto, ao mesmo tempo, olhava também para os meus dois amigos. Terminou a noite se agarrando com seu amigo.

Não entendi nada daquilo. Do mesmo jeito que não entendi como uma boate tocava axé e funk, trazia um go go boy com uma cara de tédio e, a toda hora, interrompia a música pra fazer sorteio de cortes de cabelo e tatuagens – tudo feito ali, na hora. Péssimo.

Pelo menos não fiquei deprimido! A verdade é que me sobrou pouco tempo para pensar em alguém e, quando digo “alguém”, não me refiro apenas ao Rafael. Estava cansado. Exausto. O corpo pedia descanso. A mente também. Mesmo assim, bastava eu pensar em sair e me divertir para que a mente me lembrasse que tinha uma monografia pra entregar, e o corpo pedisse “cama”, tão rara durante os últimos dois meses.

Hugo foi quem mais tentou me distrair por todo esse tempo. Acho que nunca comentei sobre ele com você. Hugo é um amigo “hétero”, segundo ele. É um caso complicado. A gente já ficou uma vez, bêbados e loucos. Uma vez. E só. Apesar disso, sempre que nos encontramos, fica aquele clima de que pode rolar alguma coisa.

Ele fica num jogo, no mínimo curioso: faz que quer, e corre. Mas eu sou totalmente desencanado dele. Sei que o que tinha que acontecer entre nós já aconteceu. No fundo, o vejo com uma brincadeira que deu certo e, ao mesmo tempo, foi um grande acidente. Entende? É uma história bastante complicada. Prometo que um dia reservo uma carta só pra falar do Hugo...

Também me animei a ir ao cinema com um cara que, misteriosamente, apareceu no meu MSN. Não sei de onde ele veio. Juro que realmente “apareceu”. O papo foi bom e ele terminou por me convencer a tentar. Fomos ao cinema depois de várias recusas da minha parte (pra variar, enlouquecido com o trabalho que tinha que terminar!). Fui meio que querendo que não desse certo, e não me pergunte o porquê disso! Por fim não deu mesmo certo. Acho que não ficamos nem amigos... Não sei se valeria a pena, mas também não sei o porquê disso.

Rafael, que esteve sumido por grande parte desse tempo, reapareceu com uma mensagem no celular. “Estou ouvindo o CD da Ana Cañas que você me deu, e lembrando de você”. Eu, idiota, respondi que “nem preciso da Ana Cañas pra me lembrar de você”.

Desde então, escutar a Ana me faz, automaticamente, pensar nele.


Não, isso não é engraçado!

Um coração assim, roubado,

Bate muito acelerado...


Semana que vem ele faz aniversário. O que eu faço? Pensei em dar-lhe um CD da Paula Toller. Assim ele vai poder se lembrar de mim sempre que ela cantar: “Você me ganhou de presente, com laço e etiqueta de garantia...”.

O que você acha??

Prometo ser mais freqüente em minhas cartas.

Até a próxima.