quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Sobre as borboletas e seu livre arbítrio

Prometi uma carta menos “down” e, não sei se vou conseguir, mas acho que hoje trago, ao menos, certa esperança. E isso faz com que não seja completamente ruim ainda estar decepcionado com algumas coisas.

Acho que o jeito é mesmo não correr atrás de pessoas. Cada vez fico mais certo disso. Correr atrás no sentido de ficar me preocupando em quando a pessoa certa vai aparecer. Ou quando, no mínimo, vai aparecer alguma pessoa errada pra me fazer perder um pouco de tempo.

Lembra do cara que contei na última carta? Depois de um tempo sem conversar e de ter visto que ele havia me excluído do Orkut, pensei em mandar um email desaforado pra ele. Achei que merecia um mínimo de consideração, mas, refletindo melhor, vi que ele não me devia satisfação nenhuma. Nunca houve nada entre nós. Nada! A não ser o fato de ele alimentar minha esperança. Mas era uma esperança recíproca! Ele não me enganou, acho. Ele também tinha interesse. Se não tinha, nunca deixou isso claro.

A luz apaga porque já raiou o dia
E a fantasia vai voltar pro barracão
Outra ilusão desaparece quarta-feira
Queira ou não queira terminou o carnaval.

Foi bom eu não ter mandado o email porque, poucos dias depois, ele apareceu no MSN. Fui todo animado cumprimentá-lo e desejar um feliz ano novo. Conversamos normalmente e eu cheguei a comentar que pensei que não conversaríamos novamente. Eu realmente achei que o havia assustado. Ele negou. Disse que não tinha nada a ver e não saber o porquê de eu ter sido excluído da sua lista de “amigos” virtuais.

Dada a brecha, eu – e minha maldita cara de pau – logo perguntei quando iríamos nos ver. A resposta: “Agora fica difícil. Eu estou comprometido.”.

Murchei na mesma hora. E, precisei dizer isso a ele. Me sentiria melhor dizendo o quão decepcionado eu havia ficado ali, naquele exato momento. Ele pareceu ter ficado sem graça, pediu desculpas e disse que não queria que eu ficasse chateado. Chateado? Imagina! Que sejam felizes juntos...

Mentira.

Mas não faz mal, não é o fim da batucada
E a madrugada vem trazer meu novo amor
Bate o tambor, chora a cuíca e o pandeiro
Come o couro no terreiro porque o choro começou


Fiquei sim chateado. Achei falta de consideração. Achei que eu merecia algo mais do que ser levado num banho-maria enquanto não aparecia ninguém mais interessante. Achei que poderia ter sido dito que, “sei lá, não rola”. Achei que não precisava continuar me tratando com apelidos carinhosos e gracinhas virtuais.

Por outro lado, me coloquei no lugar do cara e vi que, talvez, eu não o tenha agradado por completo. Talvez, com o passar dos dias e das conversas, ele tenha percebido que não era tudo o que ele esperou. Isso me faz sentir culpa. Culpa por decepcionar, mais uma vez, a uma pessoa. Mas, quer saber? Tô bem!

Já passou. Tão rápido quanto apareceu, o “tchuco” foi embora... Fazer o que, não é mesmo? Hoje li uma frase e isso me inspirou a te escrever: “O amor pode dar às pessoas o poder de despedaçar você”. Vi que o melhor a ser feito é não colocar expectativas nas pessoas e, por conseqüência, não dar a elas o poder de me despedaçar.

A gente ri
A gente chora
E joga fora o que passou
A gente ri
A gente chora
E comemora o novo amor.


Alguém já disse que devemos cuidar do nosso jardim pra que as borboletas venham até ele. E só as borboletas podem decidir a hora de vir. Então, estou aqui, com meus botões, pronto pra próxima borboleta!

Até!