quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Sobre Pedrinho

Foi surpreendente o jeito como as coisas aconteceram.
Aquele amigo que conversava comigo há alguns anos pela internet, de repente, tinha se materializado ali, na minha frente.
Numa noite agradável, eu, super tenso, percebi que toda a admiração que já tinha por ele, só se fazia aumentar a cada palavra finalmente dita.
(como é que pode ser tão criativo, autoconfiante, um cara cortês? Pedrinho parece comigo, mas bem resolvido com sua nudez)
A verdade é que, numa época, eu me vi balançado por Pedrinho. Percebi que ele era bem o que eu queria pra mim, mas preferi colocar a culpa na carência e continuar acreditando que é melhor não misturar “amor” e “amizade”.
Mas agora ele estava ali. E eu, precisava me controlar. Sempre achei que ele era demais pra mim e que sua vida nunca teria um espaço pra mim. (Sim, meu complexo de inferioridade se torna ainda mais complexo perto dele!)
Talvez eu não o conhecesse tão bem assim, por achar que ele só se ligaria a uma pessoa com uma aparência física “compatível” com a dele. Me enganei por pensar assim. Ele também é muito mais que isso.
E ele me beijou. Por mais que eu quisesse, eu não esperava o beijo. Tanto que me esforcei pra dizer alguma coisa, mas, o máximo que consegui foi sussurrar algo como “que maldade” enquanto a gente se beijava.
Era tudo muito surreal.
Não vou conseguir descrever aqui todas as suas qualidades, que vão além de toda a sua beleza (e, olha, não é pouca!). Tudo o que eu disse aqui, vai parecer uma simples declaração sem muito embasamento. “Coisa de uma pessoa apaixonada”, você, certamente, diria.
Assim ficamos por quatro dias. Quatro noites, na verdade. Eu tentava me concentrar no trabalho durante o dia mas, na verdade, só me via com borboletas no estômago, sorrindo sozinho e brigando com o relógio pra o dia poder passar logo e eu me encontrar com ele à noite.
Nos vimos todos os dias.
Os beijos não foram muitos, mas nem precisava! Ele estava comigo. Comigo, de verdade! Ele se mostrava atencioso comigo. Me olhava fixamente com aqueles olhos azuis e, de vez em quando, me dava uma piscadela e um sorriso meio de lado.
Estar com ele me fez ver que não preciso acreditar que qualquer filho da puta que me aparecer, é o melhor que vou conseguir. No fim das contas, acho que mereço um cara legal de verdade. Independente do tempo que isso possa levar.
Quando ele foi embora, encontrei em um amigo a definição perfeita para o que eu sentia: “uma saudade gostosa, com um aperto estranho”. É exatamente isso.
Pedrinho me fez bem. Muito bem! Minha admiração por ele só aumentou. Não sei se um dia ele vai ler isso, mas só quero que não fique parecendo uma “declaração de amor”. Na verdade, é uma homenagem, um agradecimento a um grande amigo, um grande homem, que agora, mais do que nunca, faz parte da minha vida.

Pedro, essa cantiga não fala de amor, mas....


9 comentários:

FOXX disse...

eu mostraria esse texto para o Pedrinho... devemos declarar nosso carinho e amor por aqueles q amamos... devemos sempre!

Anônimo disse...

Também acho que o Pedrinho deveria saber disso!

Rajeik disse...

"Estar com ele me fez ver que não preciso acreditar que qualquer filho da puta que me aparecer, é o melhor que vou conseguir. No fim das contas, acho que mereço um cara legal de verdade. Independente do tempo que isso possa levar".
O importante é ter curtido o momento, ele iria embora depois, mas você aproveitou, agora fica a saudade gostosa e o aperto.
E é bom quando alguém bom de verdade nos olha assim não é, te faz se sentir mais, Algo como posso mais.

Gostei demais da postagem.
Abração e tamo aqui!

Rajeik disse...

E a partir de agora, manda os filho da puta ir pra puta que os pariu.
E que tudo corra bem e esse coração fique calmo e operante.

Paolo Hollywood disse...

Olá! Achei teu blog super maneiro, tu escreve super bem cara *-*. Tu podería dar uma passadinha no meu blog hã?! Gostaría muito de uma visita tua eheheheheheh olha o link

http://selvamasculina.blogspot.com

Se possível me segue hã?!

O filho da Chiquita. disse...

tirou da cartola uma flor e me presenteou num domingo de soooool, é meu amigo querido e até dormiu comigo no mesmo lençol....

adoooro a tulipa, belo texto.

Joel Vieira disse...

Cara gostei dessa "história real". Foram apenas alguns dias, que de tão intensos, pareciam anos. E é isso, pode ser feliz com alguém em apenas alguns dias, mesmo isso sendo injusto, afinal se quer é mais.
Abraço, te sigo.

David disse...

Lindo texto, parabéns, mostra pro Pedrinho!!!

Felipe Bueno disse...

Que bacana! Me deparo de novo com esse blog fantástico, sensível e inteligente. Agora, com uma postagem diferente da 1ª. Retorno aqui, porque é algo que eu sempre faço. Leio o blog quando posso, o que, infelizmente, não é sempre. Retorno, também, porque, recentemente, eu reli o livro Cartas a Theo, uma biografia do pintor Holandês Vincent Van Gogh - um impressionista e meu pintor favorito-. Naturalmente, isso me fez lembrar desse belíssimo blog. Me recordo como encontrei tão peculiar relato sobre as emoções de Theo. Estava procurando uma crítica no jornal a Folha de São Paulo. A pesquisa no Google era "caio com Maysa na fossa". Um verso da música "tudo de perdeu", da cantora Paula Toller. A crítica em resumo é sobre as novas cantoras, que regravam Bossas em inglês com uma sonoridade eletrônica (falta criatividade e criação). "Ninguém mais aguenta Drum'n Bossa Inglês" versa Toller. Voltemos ao google... no 1º resultado da pesquisa aparece o seguinte post deste blog: "... caio com Maysa na fossa em francês...". Um texto triste. No transcorrer da leitura, foi inevitável eu não me identificar. Enfim, coisas pelas quais todo mundo passa, já passou ou passará. Fico feliz por a história, agora, ser outra, totalmente diferente. Espero que flua... que esse momento se repita. Que as coisas deem certo. Um dia, todo mundo precisa de alguém com quem se possa pensar um futuro e envelhecer. Meus votos de felicidade, Theo. Grande abraço.