terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Presente de um ano...


Há um ano atrás eu escrevia a minha primeira carta! Não esperava que o blog fosse dar tão certo, me fazer tão bem, e me trazer tanto retorno positivo das pessoas com as quais me correspondo!

E, no primeiro aniversário do blog eu até ganhei presente, acreditam??!

Recebi um meme do Foxx e d’Os Menino do Blog e fiquei felicíssimo! Demorei um tempo para pensar, escolher e formular as respostas. Aqui estão! O selo vai demorar mais uns dias, mas prometo que o repasso antes de completar dois anos!


Seguem as regras:

1 - Linkar a pessoa que te indicou.
2 - Escrever as regras do meme em seu blog.
3 - Contar 6 coisas aleatórias sobre você.
4 - Indique mais 6 pessoas e coloque os links no final do post.
5 - Deixe a pessoa saber que você o indicou, deixando um comentário para ela.
6 - Deixe os indicados saberem quando você publicar seu post.




6 coisas aleatórias sobre mim:

1- Sou extremamente tímido e tenho enorme dificuldade em reconhecer e expor as minhas qualidades. Sei que as tenho, mas não gosto de apontá-las. Elogios de qualquer espécie me deixam com vergonha.

2 – Não gosto. Não me sinto a vontade e, portanto, não costumo usar nenhuma gíria gay. Nada contra, mas, particularmente, não me sinto confortável ao dizer que “o bofe escândalo deu a elza e depois comeu o edy da barbie” (essa sentença é possível??). Também não sei discutir moda, não sei se deve-se combinar o sapato com o cinto ou com a bolsa, e nunca reparo na maquiagem de nenhuma mulher! Ah, e ainda odeio que me chamem de bee e que se dirijam a mim usando palavras no feminino.

Preconceito? Não! Apenas não gosto!


3 – Tenho uma coleção de revistas Playboy. O exemplar mais antigo foi lançado no mesmo mês e ano que eu nasci, ou seja, ela tem a minha idade! Já faz uns meses que eu não compro nenhuma revista, mas vejo todos os ensaios pela internet. Hehe...

4 – Não gosto de Madonna, Celine Dion, Whitney Houston, Mariah Carey, Shania Twain, Cher ou nenhuma das outras “divas” dos gays. Mas me “tornaria” hétero pela Roberta Sá ou pela Paula Toller.


5 – Minha primeira aproximação de um homem aconteceu por volta dos 15 anos, quando um rapaz se aproximou de mim na rua e me deu um cartão com seu telefone. Eu liguei. Quase chegamos a marcar alguma coisa, mas eu fiquei com medo quando percebi que ele só queria transar. (Desde jovem eu já sonhava com o Príncipe Encantado). Saí fora desse cara, que era 13 anos mais velho que eu. Meu primeiro beijo só foi acontecer muito tempo depois, aos 19 anos. Um rapaz de vinte e poucos anos, que conheci pela internet e marquei um encontro na minha casa, no horário que eu deveria estar na faculdade, com a casa estava. Não rolou nada além dos beijos e de algumas carícias.

Tá... só não rolou por que não tínhamos camisinha, mas, até hoje, eu agradeço de não ter acontecido nada de mais.


6 – Tive um namoro virtual que durou nove meses. Foram noves meses que me mantive fidelíssimo ao meu namorado. Nove meses, uma gestação, que resultou em um filho morto... Nos falamos depois do término e eu, tenho quase certeza, ainda gosto dele [e sempre que penso assim, me sinto um idiota logo em seguida]. Se ele aparecesse na minha frente e dissesse: “Larga tudo pra ficar comigo”, eu largaria.

Acabei revelando uma sétima coisa: Acredito em papai-noel!



Indicados:

Rajeik
Crazy Bitch
Billy
Théo
Monsieur M.
A “Pós Adolescente


Obrigado a todos pela companhia nesse primeiro ano, e, espero que ainda tenhamos muitos anos "juntos".

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Revelação - parte 2

Olá amigo, tudo bem? Vamos continuar a história??

Depois de ouvir minha resposta, minha irmã me disse que tinha medo de que eu sofresse por, segundo ela, ser diferente dos outros gays. Diferente no sentido de me apaixonar por pessoas e não por corpos. Eu disse a ela que, realmente, neste ponto, eu era diferente dos demais, e expliquei que o meu relacionamento com o Rafael não era ainda um namoro.

Foi então que ela disse que não gostou do Rafael. Não gostou do meu comportamento de submissão ao pagar a bebida dele e questionou o “perdido” que ele me deu durante o show. Chegou até a supor que ele estivesse jogando charme para um outro colega, que estava conosco no mesmo show. Eu tentava argumentar. Em vão.

Assim que chegamos em casa, eu pedi que ela, por favor, não comentasse com meus pais sobre a conversa que tivemos. Ela me perguntou quando eu iria comentar e eu respondi que não era a hora.

Enviei um sms ao Rafael. “Não disse q haveriam perguntas? Quero conversar com vc amanhã. Vou tentar dormir agora. Bjos

No outro dia, ela e eu nos evitávamos. Ela tentava quebrar o clima frio que pairava entre nós, eu não estava nada a vontade com o que tinha acontecido.

Sozinho em casa, recebi uma ligação do Rafael e contei-lhe tudo o que acontecera. Ele me disse que se precisasse de seu apoio, eu o teria. Na verdade era tudo o que eu precisava ouvir. Sabia que ele não me abrigaria em sua casa se precisasse, mas, mesmo que não tivesse aquele apoio concreto, foi importante saber que ele estava ao meu lado. Tive vontade de chorar... e disse isso a ele.

Em casa, o clima pesado se manteve por dois dias, até que, inevitavelmente, surgiu o assunto.

Disse a ela que a reação que ela teve foi diferente da que eu esperava que ela tivesse. Falei da sua agressividade e enumerei algumas questões para exemplificar que a minha “opção” sexual não iria interferir no irmão, no filho e no amigo que sempre fui. Demonstrei que poderia ter inúmeros defeitos sendo heterossexual, mas que eu era um bom rapaz, mesmo me sentindo atraído por outros rapazes.

A verdade é que eu já ensaiava contar essa história a minha irmã. Não havia contado antes por falta de oportunidade. Ela e eu nos aproximamos desde que ela tem passado por uma crise no casamento e me usado como confidente. Eu queria mostrar que eu era uma pessoa confiável, e queria contar esse segredo a ela, com o objetivo de demonstrar que eu também confiava nela.

Não foi nada disso o que aconteceu.

Ela voltou a dizer que não gostou do Rafael.

-“Eu também não gostava do seu marido e mesmo assim vocês se casaram” – falei.

Eu disse que ela nem ao menos tinha conhecido o Rafael e que apenas analisou as atitudes dele, já que não tiveram oportunidades de conversar e se conhecerem. Ela disse também que eu não deveria “trazer o Rafael pra casa” para evitar desconfianças.

Mais uma vez, questionou sobre quando eu contaria a meus pais sobre o que aconteceu. Eu disse que não queria que ela entendesse a situação, mas que me respeitasse. Isso é uma coisa muito minha e não queria antecipar as situações, como foi com ela. Ela pensou a respeito.

Mais um dia depois, ela me disse que pensou no que eu disse e que, realmente, ela agiu de forma rude comigo e com o Rafael, ao julgá-lo.

Aí o clima ficou mais descontraído.

-“Como foi beijar um homem a primeira vez?”

-“Foi normal! Ele não tinha bigode... Mas você falando assim, parece até que nunca beijou nenhum homem!”

-“Bobo... mas outra coisa...”

-“Eu nunca fiz isso!” – interrompi às gargalhadas.

Até hoje não falamos mais sobre o assunto, mas o clima melhorou. Talvez foi falta de oportunidade... Mas eu acho até bom!! Acredito que ela percebeu que não vou mudar o que sempre fui, e que estou feliz com o Rafa.

Depois disso, me deu vontade de sair contando pra todo mundo... Mas isso é assunto pra outra carta.

Até a próxima!

PS 1: Rajeik, não consegui encaixar isso na carta, mas conversar com você no dia depois do ocorrido foi de extrema importância! Obrigado, mais uma vez!

PS 2: Foxx, o Rafael é “fofo” mesmo!!!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Revelação

Belo Horizonte, 07 de janeiro de 2008

Olá, como vai?

Tudo continua indo bem entre o Rafael e eu. Outro dia me peguei pensando na evolução da coisa. Eu bem achei que isso não daria em nada e ele tem até me surpreendido.

Fomos a um show juntos, há umas duas semanas. Eu iria de qualquer jeito, acompanhado de minha irmã. Ele me disse que estava sem dinheiro e que, talvez, não fosse. Na véspera do show, me ligou contando que conseguiu duas cortesias para o show, e que uma delas era pra mim.

Como ele tinha dito que estava sem dinheiro, eu me dispus a “pagar uma cerveja” lá. Me econtrei com ele antes de chegarmos ao lugar do show e encontrarmos minha irmã.

Ela é uma pessoa extremamente observadora. E eu, na verdade, estava com medo disso. Não poderia desconvidá-la na última hora, afinal de contas, ela foi a única que, a princípio, se dispôs a me acompanhar. Já esperava pelas perguntas que ela me faria no dia seguinte...

O encontro entre os dois foi legal. Ela simpática. Ele atencioso. Eu tenso.

Durante o show, Rafa e eu nos perdemos um do outro. Eu tinha ficado esperando ele sair do banheiro. Ele passou direto e foi ao lugar que a gente estava. Junto da minha irmã, eles me esperavam. Quando desisti de esperá-lo e fui pra junto dela, o encontro com a cara fechada.

Rafa teve um pequeno ataque de ciúmes. Eu, nervoso, tentava disfarçar. A feição da minha irmã mudou naquela mesma hora. E eu percebi isso.

“- Eu estava te esperando no lugar onde você me deixou” – falei baixinho.

“- Sei...” – ele respondeu, com ar irônico

Como já tínhamos bebido um pouco, eu evitei a discussão e disse que depois conversaríamos sobre o que aconteceu.

Fim do show. Ele queria esticar pra uma balada. Eu não podia. Além do dinheiro, que já havia acabado, tinha minha irmã. Eu sugeri que ele fosse dormir na minha casa. Assim, os três juntos, era menos perigoso para andar pela rua de madrugada. Ele aceitou o convite.

No caminho de volta ele estava se encostando demais em mim. Acho que o álcool o fez perder um pouco da noção do perigo. A cara da minha irmã era cada vez mais séria e ela se manteve assim até chegarmos em casa.

Fomos para o meu quarto. Porta fechada. Mas nada de “arriscado”. Havia um detetive dormindo na sala! Apesar das tentativas e de algumas carícias mais atrevidas, fomos dormir depois de um singelo beijo de boa noite.

No dia seguinte, minha irmã se manteve cortês, mas me olhava de um jeito estranho. Rafael até conheceu meus pais, que entraram no quarto de uma vez, enquanto a gente...

...ouvia música no computador!

Depois do café da manhã, fui levá-lo em casa. Voltei para casa e toda a familia almoçou junta.
Durante todo o dia eu evitei ficar a sós com minha irmã. Sabia que a qualquer momento podia chegar a hora que eu tanto adiei.

À noite, fui à padaria. Ela prontamente se ofereceu a ir comigo. Apesar de dizer que não precisava, ela quis me acompanhar.

Ela estava nervosa. Falou rispidamente comigo. Reclamou das minhas atitudes, da minha falta de cuidado com o carro, do meu comportamento adolescente, segundo ela! Minha tensão aumentava à medida que as perguntas iam aumentando. Eu me explicava e me justificava, tentando evitar que ela ficasse ainda mais tensa.

“– Quero te perguntar uma coisa.” – ela disse

“- Manda...” – disse, engolindo seco.

“- Você é gay?”

Direto assim. Na lata.

“- Sou” – respondi.

Se for escrever nessa carta tudo o que aconteceu depois disso, vai ficar grande demais. Volto logo para contar como terminou... Mas adianto que ainda não terminou.

Até lá.

Um pedacinho da gente... Ele e eu [apaixonado??]